Cristianismo – Um código de conduta ou moral?

A Bíblia é a história de amor de Deus com seu povo. Deus chama, persegue, perdoa e cura. Mesmo nossa resposta a seu amor é dádiva dEle. Isso soa para você como uma religião fácil?O amor tem suas próprias exigências. Ele não pesa e não poupa nada, mas espera tudo. Talvez isso explique nossa relutância em arriscar. Sabemos muito bem que o evangelho da graça é um irresistível chamado a amarmos da mesma forma. Não é de admirar que muitos de nós escolham entregar a alma a regulamentos em vez de viver em união com o Amor

.Não há maiores pecadores do que os supostos cristãos que desfiguram a face de Deus, mutilam o evangelho da graça e intimidam os outros através do medo. Eles corrompem a natureza essencial do cristianismo. Na frase contundente de Eugene Peterson: “Eles estão dizendo mentiras sobre Deus, e malditos sejam”. A igreja está numa encruzilhada crítica. O evangelho da graça está sendo transtornado e comprometido através de silêncio, sedução e franca subversão. A vitalidade da fé está ameaçada. Os slogans mentirosos que empunham a religião como uma espada multiplicam-se com impunidade.

Maria Madalena destaca-se como testemunha por excelência do evangelho. Na Sexta-feira Santa ela assistiu o homem que ela amava ser assassinado da forma mais brutal e desumana. O foco da sua atenção não estava, no entanto no sofrimento, mas no Cristo sofredor, “que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2:20). O amor de Jesus era uma realidade ardente e divina para ela: ela estaria soterrada na história como meretriz anônima não fosse o encontro com Cristo. Ela não possuía qualquer compreensão de Deus, de igreja, de religião, de oração ou de ministério a não ser nos termos do Homem Santo que a amara e entregara a si mesmo por ela. O lugar único que Madalena ocupa na história do discipulado não se deve a seu misterioso amor por Jesus, mas à miraculosa transformação que o amor dEle produziu em sua vida. Ela simplesmente permitiu-se ser amada.Quando proclamava o evangelho da graça, Jesus pregava sobre o poder de Deus a partir da fraqueza humana. Foi isso que converteu o mundo romano e converterá a nós, e as pessoas a nosso redor, se virem que o amor de Cristo nos tocou.

A igreja precisa juntar-se a Madalena no testemunho de que o cristianismo não é primariamente um código moral, mas um mistério permeado de graça; não é essencialmente uma filosofia do amor, mas um caso de amor; não é agarrar-se com unhas e dentes a regras, mas é receber um presente de mãos abertas. Como e. S. Lewis gostava de dizer: as pessoas precisam ser mais lembradas do que instruídas.

Brennan Manning

(Trecho extraído do livro “O Evangelho Maltrapilho”)

(Via Felipe Nogs Blog)

Sofrimentos maiores

Por Lucas Vieira

Uma das coisas que me deixa profundamente triste ao observar minha geração é o egoísmo que coabita em nosso meio. Em um mundo tão corrompido e devastado pela desumanidade no ser humano, a maioria dos nossos jovens e adolescentes está preocupada com o seu “mundinho perfeito” e esquece dos problemas que assolam a nossa sociedade. Confesso que até um certo tempo atrás eu era assim, pensava que os meus problemas eram os piores do mundo e fazia drama para conseguir o que queria até que tive de encarar o mundo como ele é de fato e ver que existe vida além do “meu mundo”.

Conheci a história de uma mulher que recentemente havia sido solta da prisão após uma armação do narcotráfico manauara contra ela. Seu marido estava devendo a um traficante e para não matá-lo, fez um acordo com ela em que se ela trouxesse para Fortaleza algumas drogas consigo, deixaria seu marido viver e ela retornar. Assim foi feito, mas para azar daquela mulher, a polícia descobriu que ela carregava drogas dentro de seu corpo, pois ainda no avião, ela passou mal. Quando pousou, foi examinada e ali descobriram tudo, ela tentou até desconversar, mas terminou presa.

Anos se passaram e a mulher nunca conseguiu se comunicar com a família que ficou em Manaus. Após sair da cadeia, ela descobriu que seu marido havia arranjado outra mulher e os seus filhos, na época crianças, cresceram acreditando que ela havia morrido. Após escutar seu depoimento, meu coração se desfez em pedaços e pude ver que existem sofrimentos maiores do que os meus.

Naquele momento tomei consciência de que precisava fazer alguma coisa para ajudar quem precisava seja lá o que fosse. Se uma criança em um orfanato precisar de atenção, eu quero estar dando atenção. Se um idoso precisa de alguém para conversar, eu quero estar conversando. Se um mendigo precisa comer e não tem como conseguir, eu quero dar de comer. Percebi que não vale a pena passar o dia nas redes sociais postando “depressões sobre decepções amorosas” quando existe um mundo que precisa de afeto.

Não posso salvar o mundo, mas posso salvar quem faz parte do meu mundo.

A loucura do pecado

Existe uma razão para que o pecado seja uma loucura. Uma grande loucura. E a razão é o que está escrito na Bíblia em Jeremias 2: 13.

 “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água”.

Esse é o motivo de o pecado ser uma loucura inimaginável. Uma traição sem tamanho. Uma apunhalada pelas costas. Mas é preciso dizer também que essa loucura é a nossa realidade, não importa por onde olhemos.

Mas que loucura? Talvez alguém pergunte – não você que está lendo, é claro. E eu respondo – pensando como alguém não pode ver tal coisa, porque para mim a pergunta soa do mesmo jeito quando uma pessoa, em um dia ensolarado, pergunta onde está o sol:

A loucura é: que o pecado sempre é uma troca, uma péssima troca que fazemos. Trocamos a Deus – a fonte de água viva – e construimos as nossas cisternas – cisternas que não retêm águas. Será que você já consegue ver tal loucura?

Nós trocamos aquele que é eterno por coisas e pessoas temporárias – que são nada comparado com o Deus eterno.

E toda vez que realizamos essa troca, sentimo-nos um pouco mais tristes, um pouco mais vazios, um pouco mais desapontados e fracos, mas por que continuamos fazendo essa troca?

Trocamos a Deus – o glorioso, o onipresente, onisciente, onipotente, bondoso, justo, amoroso, misericordioso, recompensador, incomparável, infinito e a lista ainda é muito maior – por coisas temporárias, as quais as traças corroem e as quais os ladrões roubam. Elas duram por um tempo. Depois queremos uma outra coisa que os substitua. Um novo celular. Um novo carro. Um novo relógio. Uma nova roupa. E depois queremos de novo as mesmas coisas, porém mais novas, mais atuais, mais bonitas, mais dentro da modinha*. Ou trocamos a Deus – o Rei e Senhor de todo o Universo – por pessoas. Preferimos as piadas e as brincadeiras e as saídas com os amigos da faculdade à manter nossos valores firmes. Fazemos de tudo para entrar no grupo, mesmo que tenhamos que deixar a sanidade de andar nos caminhos de Deus e tomar para si a estrada da perdição.

E a triste verdade é que fazemos isso porque pensamos sinceramente que é isso que vai nos trazer felicidade. Vida. Alegria. Mas será que é?

Então vem a sentença, crua e profunda ( na lata ): ” e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm águas”. O que Deus quer nos dizer com essa sentença? Simples. Que o nosso coração nunca, nunca, nunca, nunca, nunca se satisfará com outra coisa ou outra pessoa que não seja Deus. As nossas trocas nunca trarão a alegria e a felicidade que Deus – a fonte de água viva – trará. Só ele pode saciar a sua sede. Somente Ele é capaz. Não existe qualquer outra possibilidade. Mas por que eu e você continuamos fazendo essa louca troca?

Mas Deus – a fonte de água viva – nos chama:

“Venham, vamos refletir juntos”, diz o Senhor. “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão.” Isaías 1:18.

Renda-se. Arrependa-se. Volte-se novamente para o Deus que é a fonte da nossa vida, a fonte da verdadeira felicidade e alegria. E deixe para sempre as suas cisternas de lado, porque elas não foram criadas para ser o que só Deus pode ser. Abra mão e feche-a novamente. Mas a feche segurando a mão do Senhor em total rendição e você verá como é muito melhor assim. Sempre é.

nota: *Não estou dizendo que ter ou buscar essas coisas seja algo errado, apenas estou afirmando que quando essas coisas tomam o nosso coração de tal forma que passamos por cima das prioridades que devemos ter como cristão e do nosso amor por Deus, sim isso é uma loucura.

(Via Evangelho Urbano)

Fortalecido na fé

Mas vós sois dEle, em Cristo Jesus, O qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. 1 Coríntios 1.30

O ser humano tem a necessidade de relacionar-se para que possa encontrar sentido em sua vida. Seja na família, nas amizades ou na área sentimental, a troca de experiências traz resultados diversos para a pessoa. Contudo, apenas um relacionamento tem o condão de transformar por completo a vida de um indivíduo: o conhecimento da Pessoa de Cristo.

Jesus, enquanto centro da fé da Igreja, é muito mais do que o Senhor dela. Ele aspira uma relação forte com cada membro, a ponto de termos a oportunidade de chamá-Lo de Amigo.

Diferente dos outros tipos de relacionamento humano, Cristo está sempre presente, aconselhando-nos através do Espírito Santo para que estejamos ligados à vontade do Pai. Outro aspecto importante é que torna-se impossível nos frustramos por conhecer Jesus. Quando nos deparamos verdadeiramente com Sua Pessoa, é impossível ficar indiferente aos resultados deste contato.

Pela fé em Cristo, tomamos ciência dos propósitos de Deus para nossa vida. Logo, não andamos mais perdidos nos desejos falhos que o coração humano carrega. Mas entendemos qual é a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor para nossa novidade de vida (Romanos 12.2).

Jesus mostra que a justiça de Deus não se faz conforme o entendimento humano (Isaías 55.8-9). Ele não executa Seu juízo de maneira parcial, já que Seus pensamentos são mais altos e melhores que os existentes em nosso interior.

É perceptível também a condição pecadora de cada um de nós quando estávamos afastados de Deus. A revelação da santidade do Senhor faz com que trabalhemos no propósito de ter esse atributo presente em nossas vidas constantemente, já que não é concebível ter um relacionamento com um Deus santo sem ter isso presente no próprio caráter.

Cristo vai além das expectativas que temos nos relacionamentos naturais. Além de Se fazer presente em toda nossa vida, Ele estende essa amizade pela eternidade através de Sua obra na cruz. Jesus morreu por nós para que tenhamos o privilégio de ter Sua companhia por todo sempre.

A obra de Jesus é maravilhosa. Ele não cansa de nos surpreender com Sua grandiosidade . A nós resta fazer valer esse relacionamento para que os seus frutos sejam colhidos, tanto nesta vida quanto na que está por vir.

(Via Evangelho Urbano)

Um destino pior do que o inferno

Existe um destino pior do que o inferno. Agora, vou admitir que ele envolve o inferno. [Afinal, qual tipo de destino terrível, no fim das contas, não envolveria o inferno?]. Mas, como eu estava dizendo, há um destino pior do que o inferno. É viver no auto-engano de que, só porque você está na igreja e envolvido com as coisas da igreja, você é salvo. Eu tive um vislumbre disso hoje mais cedo. Um velho amigo nosso visitou minha esposa e eu há pouco tempo. Sua filha (da qual fui professor uma vez em um grupo jovem) saiu de casa, foi morar junto com o namorado, e se tornou o que eu poderia chamar de uma hippie. Vamos chamá-la de Susan, pela questão de precisarmos de um nome. Então, Susan renunciou à fé, disse que já não acreditava em Deus, e agora vive em uma comunidade com um bando de vegetalistas, desviados e maconheiros.

Enquanto eu e minha esposa, em lágrimas, refletíamos sobre isso, me ocorreu que isso pode ser a melhor coisa que poderia ter acontecido. Algo pior poderia ter ocorrido. Susan poderia ter passado o resto da vida mentindo para si mesma, vivendo como uma hipócrita dentro da igreja. Domingo após domingo, ela vai lá na frente, participa da comunhão e deixa dinheiro na bandeja que passa. Talvez ajude com a música e cante canções junto com as crianças. Ela avança para a velhice, mantém-se comportada. Ela não quebra a lei, se estabelece com um bom menino da igreja – ou talvez da faculdade – e vive uma vida como se estivesse apenas passando por ela, como  sempre disseram-lhe que deveria ser.

Nesse meio tempo, ela é como um túmulo – protegida mas, no interior, rodeada por ossos de homens mortos. Do lado exterior, ela aparece limpa como um copo que a máquina de lavar louça nunca se preocupou em olhar por dentro. A igreja tem mais um membro e um pouco mais de renda. Por causa dela, a igreja tem uma professora extra para os domingos e olha para Susan como um pilar na igreja. Especialmente enquanto a idade avança, ela é vista como uma rocha em sua igreja. Um dia, ela se encontra em seu leito e o pastor está lá para confortá-la. Ele se inclina e diz, “Vá para a sua recompensa, serva boa e fiel”, e enquanto sua alma se vai, ela é pega pelos demônios do inferno e arrastada para baixo e para baixo, como uma punição justa e eterna… enquanto Susan está confusa com o inferno. “O que aconteceu? Eu fiz tudo certo!”, ela grita…

Sair de casa e se juntar a uma comunidade admitindo verbalmante que está perdida, que não é salva, que está fora da graça de Deus talvez possa ser a melhor coisa que aconteceu à Susan e à sua alma. Ela conhece a si mesma. Sabe onde está. Ela não se deixa enganar pelas externalidades da religião. Pelo menos agora ela tem uma oportunidade de escapar do engano no qual estava capturada. O problema não é com a igreja, nem com o pastor. Afinal, é impossível saber perfeitamente se há um hipócrita ou um réprobo dentro da sua igreja, certamente, existem sinais, mas até mesmo a pessoa mais piedosa pode se enganar quanto a eles.

Essa deve ter sido a história de Susan. Portanto, ela admitiu o que era, admitiu que não cria e separou-se da comunhão com a igreja, o que é apropriado somente. Agora, tem a chance de ser mais do que uma hipócrita. Agora, tem a chance de compreender Jesus Cristo por si mesma ao invés de simplesmente dizer que precisa de Jesus e fazer as “coisas da igreja”.

Eu disse anteriormente que agora Susan não é mais enganada pelas externalidades da religião, e isso é verdade. Susan continua em grande perigo, de qualquer forma. Ao invés de ser enganada por  compromissos  religiosos externos, Susan está agora na garra de um novo tipo de engano, chame-o de o espírito da época, chame-o de autonomia – chame-o de o que você quiser. Enquanto deveria ser grata por ter encontrado seu caminho para longe do fogo, ela ainda segue tropeçando em um caminho para a frigideira. A única vantagem agora é que Susan sabe onde está. Quando o evangelista vai até ela e diz, “Jovem, você é salva?”, ela pode livre, confiante e honestamente responder, “Não. E eu não tenho tempo para as suas historinhas tolas. Eu tenho a vida inteira para dar sentido a ela comigo sendo o  centro dela”.

(Via iPródigo)

A dádiva do sono

Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele supre aos seus amados enquanto dormem. Salmo 127.2

O sono é essencial para uma boa saúde. Cientistas não sabem exatamente por que precisamos dele, mas eles sabem o que acontece quando não dormimos o bastante. Nós nos colocamos no risco de envelhecimento precoce, ganho de peso e doenças desde resfriados e gripes até câncer. O que Deus realiza em nossos corpos enquanto divagamos para a terra dos sonhos não é nada mais do que miraculoso. Enquanto não fazemos nada, Deus reabastece nossa energia, reconstrói e restaura nossas células e reorganiza a informação nos nossos cérebros.

As razões para não dormir o bastante são muitas e algumas nós não podemos resolver, mas a Bíblia indica que o trabalho excessivo não deve ser uma delas (Salmo 127.2). O sono é uma dádiva de Deus que deveríamos receber com gratidão. Se não estamos dormindo o bastante, precisamos descobrir o porquê. Estamos acordando cedo e ficando até tarde para ganhar dinheiro a fim de adquirir coisas de que não precisamos? Estamos envolvidos em trabalhos ministeriais que achamos que ninguém mais é capaz de fazer?

Eu sou, algumas vezes, tentada a acreditar que o trabalho que faço quando estou acordada é mais importante que o trabalho que Deus realiza enquanto eu durmo. No entanto, recusar a dádiva de Deus do sono é como dizer a Ele que o meu trabalho é mais importante do que o trabalho dele.

Deus não quer que ninguém seja um escravo do trabalho. Ele quer que aproveitemos da Sua dádiva do sono.

 

Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.
O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.
Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.
O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita.
O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.
O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.
O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.
Salmos 121.1-8

O amor de Deus é o meu travesseiro,

Macio, curativo e largo,

Eu descanso minha alma em seu conforto,

E, na sua calma, eu habito. – Long

Se não nos distanciarmos e descansarmos um pouco, podemos simplesmente desmoronar. – Havner

(Via iPródigo)

A psicologia do ressentimento

 

Você é ressentido?

Você não precisa experimentar um sofrimento extraordinário ou ser injustiçado de maneiras incrivelmente terríveis para sentir a forte e aparentemente insuportável atração do ressentimento. Tudo o que precisa é viver um pouco neste mundo caído. Em pouco tempo, você terá uma boa e sólida razão para estar ressentido com alguém. Frequentemente, é alguém bem próximo a você. Membro da família, cônjuge, pai, amigo de longa data, etc. Parece impossível amar aquela pessoa.

O que causa esta amargura? Por que nossos corações estão imutavelmente amortecidos em relação àquela pessoa?

Bem, eles te injustiçaram, então você se ressente delas. Elas machucaram você. Fizeram o que nunca deveriam ter feito. Ou não fizeram o que deveriam ter feito. E você leva as feridas.

Sim – mas qual é a razão por trás da razão?

A razão fundamental é seu senso de justiça dado por Deus – em si, algo bom. Você foi injustiçado e você, criado à imagem de Deus, portanto, com um senso de justiça e igualdade funcionando corretamente, clama que a justiça seja feita. O campo de jogo deve ser equilibrado. A justiça exige.

O problema é que como um cidadão que segue às leis, você sabe que não pode fazer algo físico contra eles, não importa o quanto deseje (vamos ser honestos sobre isso, certo?) E, como cristão, você sabe que não pode fazer nada verbal ou público contra eles (talvez simplesmente porque prefere manter sua reputação e deixá-los em paz que executar a vingança e perder sua reputação; o ídolo maior vence o menor).

Então, o que acontece? Para onde um coração vazio do Evangelho vai em um caso assim? Aqui está o que acontece: ao invés de fazer algo externo para ferí-los, você faz algo interno. Você nutre amargura. Esta é a psicologia do ressentimento. Você executa punição emocional sobre eles internamente quando a punição real não pode ser executada externamente. Você monta um tribunal em seu coração, uma vez que um tribunal real é impraticável.

Mas veja o que acontece. A amargura que você nutre, o castigo emocional que exige em seu coração, com o passar do tempo, tem precisamente o efeito oposto ao que você espera. A amargura não faz nada contra o ofensor, enquanto silenciosamente destrói o ofendido. Ressentimento mata, corrói, o ressentido, não o ofensor.

Como, então, vencemos a amargura?

Ao mergulharmos em duas realidades.

Primeiro, Deus é o juíz. Ele tem um tribunal. Um tribunal de verdade. E um dia, todas as pessoas na face da terra que não estão em Cristo serão réus. A Bíblia diz que mesmo os cristãos, um dia, auxiliarão Deus no julgamento do mundo, julgando inclusive os anjos. Eventuais justiça, equidade, correção dos erros são gloriosamente inevitáveis. Seu dia de julgar seu ofensor está vindo. Mas não é hoje. Você usará o martelo. Mas não hoje. Se você procura exercer julgamento prematuro, isso te destruirá.

Segundo, e mais crucial, você mesmo ofendeu a Deus. E continua a ofendê-lo de centenas de maneiras de que você está ciente e milhares que você não está, todos os dias. Mas ele não guarda amargura contra você. Ele não está ressentindo com você. Ele enviou seu Filho por você. Ele decidiu abandonar qualquer razão para ressentir-se de você. Perdoados disto, como poderíamos nos ressentir dos outros?

Veja o que diz “Sobre o Perdão”, de C. S. Lewis:

Ser um cristão significa perdoar o indesculpável, porque Deus perdoou o indesculpável em você. Isso é difícil. Talvez não seja tão difícil perdoar uma grande injúria de uma simples pessoa. Mas perdoar as provocações incessantes da vida cotidiana – continuar a perdoar a sogra mandona, o marido abusivo, a esposa ranzinza, a filha egoísta, o filho mentiroso – como conseguimos? Somente, creio, lembrando onde permanecemos, sendo sinceros em nossas palavras quando oramos a cada noite ‘perdoa nossas dívidas como perdoamos os nossos devedores’. Perdão nos é oferecido nestes termos. Recusar é recusar a misericórdia de Deus por nós mesmos.”

Via iPródigo


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