A centralidade de Cristo

“Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo. Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito”. (Mc 8.27-30)

Não existe vida cristã verdadeira sem a compreensão verdadeira sobre Cristo. Temos vivido em dias onde nunca assistimos uma confusão tão grande sobre a natureza e pessoa de Jesus.

O resultado disso é uma igreja confusa na sua natureza e missão.

Se quisermos ser uma igreja verdadeiramente cristã, formada por verdadeiros cristãos, precisamos nos devotar à reflexão sobre Jesus. Infelizmente domingo após outro ouvimos pregações sobre todo tipo de tema, menos sobre Jesus.

VERDADES QUE PRECISAMOS COMPREENDER

1º. Conhecer Jesus é a chave (fundamento) para a vida cristã, portanto deve se converter na prioridade das nossas vidas

“Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte” (Filipenses 3:10)

“E conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3:19)

1. O Evangelho não se fundamenta no conhecimento de um corpo de doutrinas, mas na revelação de uma Pessoa: Jesus.

2. Podemos ser bons entendedores de hamartiologia, soteriologia, escatologia, pneumatologia; podemos saber fazer uma boa exegese, ter uma boa hermenêutica; conhecermos as regras para a boa homilética e mesmo assim não sabermos quem é Jesus!

2º. A nossa visão sobre Jesus não pode ser formada pela maneira como os homens O vêem, mas numa experiência pessoal com Ele.

1. Dois pontos de vista:

•    “Quem dizem os homens que sou eu?” – da religião, filosofia, do mundo…
•    “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” – fruto de uma experiência pessoal.

2. Infelizmente muitos “cristãos” conhecem Jesus pelos livros de auto-ajuda etc., ou até mesmo por bons livros e boas pregações, mas ainda não O conheceram por si mesmos.

3. Uma das coisas que descobrimos quando O conhecemos é que Ele não é mais um item na vida cristã, Ele é o centro!

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11).

3º. Para termos uma visão correta sobre Jesus, precisamos de três coisas:

•    Caminhar com Ele (“no caminho”)

Só posso conhecer alguém na medida em que caminhar com essa pessoa (investir tempo, conviver).

•    Relacionar-nos pessoalmente com Ele (“mas vós”)

Isso parece uma afirmação óbvia, mas em nossos dias parece que não.

a. Interfaces
b. Sociedade de massa
c. Intermediários

A experiência dos outros nos edifica (abençoa), mas não nos fundamenta e não pode substituir a nossa.

•    Uma revelação no espírito (Mt 16.17).

Tudo que a nossa mente pode entender é um Jesus histórico, bom caráter…, mas o Jesus Senhor e Salvador, só uma revelação no espírito (Ef 1.17-23).

2. Não é uma compreensão meramente intelectual (também), e nem necessariamente “mística” (no sentido popular), mas espiritual.

4º. A nossa forma de compreender e fazer igreja brota da maneira como vemos Jesus – Mt 16.18,19.

1. Na medida em que eu conhecer mais a natureza de Jesus, compreenderei a natureza da igreja!

a. Tudo sobre igreja começa e termina com a pergunta mais simples: “quem é Jesus para você?” (se começa com outra coisa, então deixará de ser igreja).

b. Quem é Jesus para a igreja? (cura, batizador, salvador, senhor…)

5º. Nossa prioridade é “conhecer” e “revelar” Jesus ao mundo

1. Para o que a igreja existe nesse mundo? “conhecer” e “revelar” Jesus!

“A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8.19).

2. A relevância da igreja está na maneira em que ela revela Jesus ao mundo.

3. Se não compreendemos Jesus, ou se o compreendemos de forma errada, então eu daria o mesmo conselho que Ele deu aos discípulos:

“Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito” (Mc 8.30).

“Jesus só pode ser para nós o que somos capazes de ver n’Ele. Logo, o nível do nosso relacionamento com Jesus é proporcional ao nível de revelação que temos acerca de quem Ele é. Portanto, o grande desafio que ecoa é: a igreja, nascida de Cristo, deve refletir a Sua glória, Sua vida, Seu caráter e Sua missão” (Valnice Milhomens).

A GRANDE NECESSIDADE

Conhecer Jesus e entrar numa comunhão intrínseca com Ele: João 6.48-57

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