O dom da amizade e a piedade dos bons amigos (Parte 3)

Por Kevin de Young

Questão três: Você é um amigo fiel?

No post anterior, apresentei três características de um amigo rude. Hoje, concluo a série com as três características de um amigo fiel.

Primeiro, um amigo fiel está presente em horas de dificuldade. “Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe” (Pv 27.10). Dada a importância da família no Velho Testamento, é surpreendente que Provérbios diria para não ir à casa do seu irmão. O pensamento deveria ser. “Não ignore seus amigos. Eles estarão com você em toda parte tanto quanto a sua família estará”. Contatos são ótimos. Networking pode ser valioso. Ter uma infinidade de conhecidos e simpatizantes é legal. Acumular amigos no Facebook é bom. Mas a verdadeira amizade é comprovada na adversidade (Pv 17.17).

Amigos falsos somem quando você está em apuros. Amigos fiéis ficam melhores quando os tempos ficam difíceis. “O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há um amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18.24). A próxima vez que você estiver no meio do sofrimento e perguntar a Deus “qual é a possível razão para essa experiência?”, considere que uma coisa que ele pode estar disposto é fazer suas amizades mais doces e mais fortes.

Segundo, um amigo fiel sabe como lidar com conflitos. Ele não guarda rancor. Ele não mantém um arquivo aberto em seu cérebro marcado “Como você já me machucou”. Manter um registro de erros longo e detalhado é como construir amizades com um revólver sob o casaco. Não é uma maneira de fazer amigos, ou mantê-los. “Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo, nem o enganes com os teus lábios. Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra” (Pv 24.28-29). Amigos fiéis nunca buscam vingança. Eles estão dispostos a ignorar faltas e são rápidos para perdoar. “A alma do perverso deseja o mal; nem o seu vizinho recebe dele compaixão” (Pv 21.10).

Parte de lidar bem com os conflitos é ser tardio em falar dos defeitos de seus amigos para os outros. “O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos” (Pv 17.9). Bons amigos falam com alguém, não de alguém. É impressionante como vamos falar com muitas pessoas quando temos conflitos pessoais, mas evitamos falar com a pessoa com que tivemos o conflito. É como dirigir em círculos e nunca sair do lugar. Provérbios está certo: “Pleiteia a tua casa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem; para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se apegue a tua infâmia” (Pv 25.9-10).

Terceiro, amigos fiéis fazem ao outro o melhor. “O homem violento alicia o seu companheiro, e guia-o por um caminho que não é bom” (Pv 16.29). Não é assim que um bom amigo age. Provavelmente todos temos aquele amigo que te faz se sentir mais nobre e puro, e aquele que te faz se sentir um pouco sujo e aborrecido. Más companhias corrompem o bom caráter (1 Co 15.33). Suas relações mais fortes devem ser com aqueles que te guiam a Cristo, não com aqueles que te desviam dele. Isso é especialmente verdadeiro quando você é jovem ou quando está com poucos amigos. Suas amizades mais profundas devem ser amizades evangélicas.

Amigos fiéis ajudam uns aos outros com as suas palavras. “Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial” (Pv 27.9). O escritor menciona duas coisas preciosas neste provérbio, óleo e perfume, mas nenhum dos dois é tão precioso quanto um amigo sábio. Aproxime-se de seus amigos com as suas situações mais difíceis e segredos mais misteriosos. Fale com eles sobre sexo e dinheiro e todas as coisas que mantemos escondido. Ouça os conselhos deles antes de comprar uma casa ou ter um novo emprego ou se casar. Os melhores amigos combinam o QI deles e ficam mais espertos como resultado.

Todos nós conhecemos o provérbio: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Pv 27.17). É uma ótima figura de linguagem. Pergunte a si mesmo: eu sou uma esponja que nunca machuca alguém, mas também nunca ajuda? Eu sou uma espada que fere e também destrói? Ou eu sou uma pedra, o tipo de amigo sobre o qual os outros podem se afiar, se tornar melhores e mais maduros? Amigos fiéis são mais como pedras do que esponjas ou espadas.

Jesus é um amigo

Claro, eu seria negligente se terminasse essa série sem falar dAquele de quem toda a Escritura fala. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15.13). Isso significa que o maior amigo é aquele que fez o máximo por seus amigos. Não há dúvida de quem é ele.

Para ficar claro, Jesus é mais do que um amigo, mas não menos. Ele é o Amigo Divino, melhor do que qualquer outro. Ele nunca é um falso amigo, mas sempre procura o nosso melhor. Nem é um amigo rude. Ele é lento em irar-se em vez de rápido para criticar. Ele é atencioso e carinhoso em vez de irritante. Ele é sempre confiável e nunca nos deixa pra baixo. E o melhor de tudo, Jesus é um amigo fiel. Ele não só solidariza e te conforta nas dificuldades, ele te livra do seu maior problema, que é pecado. Ele não só fala da verdade e lida com conflito, ele fez paz através de seu sangue quando estávamos em inimizade com ele. E ele não apenas nos faz melhores, ele nos faz novos. Em Jesus amigo temos, mais chegado que um irmão. Ele manda que levemos tudo a Deus em oração.

Jesus não só fala da verdade e lida com conflito, ele fez paz através de seu sangue quando éramos inimigos dele.

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