Quem é Deus para o brasileiro?

Por Gedeon Freire de Alencar

O protestantismo não é melhor nem pior do que é o Brasil, ele está impregnado de miscigenação e sincretismo. A educação no Brasil iníciou-se através da influência dos jesuítas, eles perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever.

Esses educadores usaram um método pedagógico disciplinar conhecido como “Ratio Studiorum”, aonde se propõe um conjunto de normas relativas à responsabilidade, desempenho, subordinação e relacionamento entre professores e alunos.

O objetivo dos jesuítas ao fundar sua congregação, a Companhia de Jesus, faz jus ao espírito de seu fundador, que era militar convertido ao catolicismo. Inácio de Loyola era seu novo nome, tinha como princípio formar um exército de Cristo, formar bons soldados da igreja de Roma, capazes de combater na Europa a heresia e os rebeldes no resto do mundo, isto é, converter os pagãos. Podemos dizer que esse método influência o Brasil até nos dias de hoje, principalmente dentro das comunidades de fé, conforme suas adaptações (Hoje os protestantes perseguem os católicos) .

Mesmo o Brasil sendo um país democrático, a jerarquia burocrática-autoritária domina o caráter social brasileiro (É normal a exclusão, em certas denominações por exemplo). Como se não bastasse, a diversidade religiosa com tendência de tolerância, a mobilidade entre as religiões, a influência do legado escravo daqueles que sobreviveram à opressão dos colonizadores ( que deram origem às religiões afro-brasileiras), em associação com a opressão social, o narco-tráfico, e a pobreza, passaram a dominar a filosofia do País, levando a sociedade a metas distorcidas, fins egoístas, e a uma homofobia religiosa impercebível.

“Se morrer, nasce outro que nem eu, pior ou melhor. Se morrer, vou descansar”
Falcão meninos do tráfico

Como questionar a fé ostensiva-interesseira de um país que está afogado na prostituição, criminalidade, trabalho infantil, pobreza e corrupção?

Como desconstruir a influência da capitalização santa-mitológica ,de uma sociedade capitalista evangélica, que ama a mitologia adaptável e a subjetividade pessoal ?

Por mais ridículo que o cristianismo brasileiro seja,a sua ferramenta (Igreja brasileira) tem contribuído na recuperação desses problemas sociais de forma tremenda, e cooperado na implantação de um fundamentalismo curador(muitos estão bem hoje graça a esse meio), o único problema é que, elas se limitam em questionar seus fundamentos, levando a sociedade a um limite de compreensão religiosa, e de crescimento racional-espiritual.

Acredito que quando se usa o termo emergente para destacar os problemas de uma Igreja de um específico País, é necessário se conhecer os problemas iniciais do mesmo primeiro.

Quais os problemas que poderiam ser destacados da Igreja primitiva brasileira, que ainda predominam em seu meio, e que influênciam de forma errada ?

Quais os pontos da igreja em emergência de outras nações, que poderiam ser adaptáveis ao contexto brasileiro?
Enfim, acho mais do que necessário a compreensão das raízes da Igreja no Brasil, antes de se pensar o rumo que ela irá tomar.

(Via Solomon)

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